Tomografia por emissão de pósitrons, diferentes achados na esquizofrenia e narcolepsia tipo 1 em adolescentes e adultos jovens: Estudo preliminar.

14 de julho de 2021

Estudo publicado pelo reconhecido, Journal of Clinical Sleep Medicine, investiga diferenças tomográficas em exames neurológicos de pacientes adolescentes e jovens adultos com esquizofrenia e narcolepsia tipo 1. De acordo com esta investigação preliminar, publicada na edição de abril da revista, foram detectadas diferenças na emissão de pósitrons em pacientes com ambos os transtornos. Esta pesquisa foi conduzida por um centro de referência para crianças com transtornos de sono, em Taiwan.

O Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Chang Gung, Taiwan, aprovou a condução deste estudo para um total de 44 participantes, dos quais 62,8% eram do sexo masculino, com idades entre 9 e 22 anos. Esses pacientes foram separados em 4 grupos distintos:

  •  Grupo A, composto por pacientes diagnosticados com esquizofrenia e narcolepsia tipo 1;
  •  Grupo B, com diagnóstico apenas de narcolepsia tipo 1;
  •  Grupo C, diagnosticados apenas com esquizofrenia;
  •  Grupo D, um grupo de controle saudável, sem nenhum dos diagnósticos.

Todos foram submetidos a uma entrevista sobre transtornos de sono e psiquiátricos, questionários especializados, teste de desempenho contínuo (CPT), teste de classificação de cartões de Wisconsin (WCST), polissonografia (PSG), teste das múltiplas latências do sono (TMLS) e tomografia por emissão de pósitrons (PET). O equipamento Neurovirtual BWIII PSG Plus foi escolhido para desempenhar a PSG durante o sono.

Os resultados podem trazer uma nova perspectiva para a associação entre esquizofrenia e narcolepsia tipo 1. Com a ajuda do equipamento da Neurovirtual, foi possível identificar durante a polissonografia que o grupo com ambos diagnósticos (Grupo A), apresentou períodos de movimentos oculares substancialmente mais rápidos. Também demonstrou que, comparando com o grupo de controle saudável, o Grupo A teve menos períodos de sono no estágio 2. Além disso, o grupo também apresentou sono com ondas mais lentas do que aqueles pacientes com apenas esquizofrenia e índice de movimento periódico dos membros (MPM) mais alto do que os grupos com apenas um dos diagnósticos.

As diferenças entre o Grupo A e os três outros também foram identificadas na tomografia por emissão de pósitrons, testes de desempenho contínuo e testes de classificação de cartas Wisconsin. Nas duas últimas, o Grupo A teve o pior desempenho. E no PET, o Grupo A apresentou uma presença considerável de hipometabolismo cerebral em vários pontos, como: médio-frontal direito, cíngulo posterior direito, orbital inferior frontal direito, amígdala esquerda e estriado bilateral, substância nigra, gânglios da base e tálamo.

Os médicos, condutores da pesquisa, admitem que este estudo possui algumas limitações e admitem que a associação entre esquizofrenia e narcolepsia ainda é controversa, mas vários mecanismos são possíveis e as diferenças apresentadas nesses testes demonstraram que esta pesquisa pode ser um primeiro passo para correlacionar os dois transtornos.

Palavras-chave: psicose; hipersonia; testes de latência múltiplas do sono; estudos de imagem; função neurocognitiva; BWIII PSG Plus; polissonografia; PSG.


Prezado leitor, confira também o artigo original:

Journal of Clinical Sleep Medicine – Vol. 17, No. 4

Different positron emission tomography findings in schizophrenia and narcolepsy type 1 in adolescents and young adults: a preliminary study

Wei-Chih Chin, MD, Feng-Yuan Liu, MD, Yu-Shu Huang, MD, PhD, Ing-Tsung Hsiao, PhD, Chih-Huan Wang, PhD, Ying-Chun Chen, MD.

Publicação online: 01 de abril de 2021. https://doi.org/10.5664/jcsm.9032

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