Curso de Eletroencelografia e Vídeo EEG contribuirá para o desenvolvimento da área na América Latina

1 de agosto de 2018

Com a importante participação de profissionais da área, realizou-se o Curso Latinoamericano de Eletroencelografia e Vídeo EEG, em Bogotá, na Colômbia. Participaram 130 especialistas, 45 destes de países como Equador, República Dominicana, Argentina, Porto Rico, Peru, Brasil, Guatemala, Chile, El Salvador, México e Nicarágua.

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Ed Faria, CEO Neurovirtual, USA – Dr. Luis Carlos Mayor Romero, Fundación Santa Fe de Bogotá, Colombia – Dra. Elza Márcia Yacubian, UNIFESP, Brasil  – Dr. Jaime Parra, Hospital San Rafael de Madrid, Espanha– Dra. Loreto Ríos, Clinica Las Condes, Chile – Dra. Patricia Braga, Hospital de Clínicas de Montevideo, Uruguai– Dr. Daniel Nariño, Asociación Colombiana de Neurología, Colômbia.

O Dr. Luiz Carlos Mayor, neurologista, epileptologista e diretor do departamento de Neurologia da Fundação Santa Fé (Colômbia), explicou que o treinamento em eletroencelografia e vídeo EEG permitem que tanto o neurologista geral quanto o especialista, que praticam a neurofisiologia, possam atualizar-se e aprender a reconhecer um registro eletroencelográfico anormal e suas variantes, conhecimento este que geralmente não é abordado nos congressos de medicina.

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Dra. Elza Márcia Yacubian, UNIFESP, Brasil – Ed Faria, CEO Neurovirtual, USA

Este curso realizado na Fundação Santa Fé, em Bogotá, contou com a participação de vários conferencistas internacionais. Dentre estes, a Dra. Patricia Braga, professora associada do Instituto de Neurologia do Hospital das Clínicas – Faculdade de Medicina da Universidade da República do Uruguai – afirmou que “esta é uma questão recorrente na clínica em que atuo, porém não há na maioria dos países latinoamericanos um treinamento regular e com padrões de qualidade”.

A Dra. Loreto Ríos-Pohl, neurologista pediatra e epileptologista pediatra do Centro Avançado de Epilepsia e Clínica Las Condes do Chile, destacou a importância deste espaço de capacitação que, em sua

opinião, é único, pois permite dar capacitação a médicos, especialistas e técnicos, de maneira simultânea, sobre como realizar os exames e fazer um diagnóstico preciso.

“Foi um curso que envolveu médicos de toda América do Sul, permitindo que haja uma unificação dos critérios e que na América Latina esteja-se falando a mesma língua”, assinalou a Dra. Ríos-Pohl.

Além disso, a neurologista pediatra descreveu, passo a passo, como devem se realizar estes tipos de exames. “Se um técnico faz mal o exame e o eletroencefalografista lê de maneira equivocada o mesmo, podemos causar grandes danos e fazer diagnósticos que podem afetar o paciente nos níveis psicológico, social e econômico”.

A Dra. Elza Márcia Yacubian, coordenadora da Unidade de Pesquisa e Tratamento das Epilepsias da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), no Brasil, disse que a aplicação deste curso em que participaram especialistas em neurologia, neuropediatria e técnicos, permitiu que estes se atualizassem na nova classificação de epilepsia e como ela evoluiu.

“Tenho certeza que ajudará muito no desenvolvimento da área na América Latina”.

O Dr. Jaime Parra Gómez, coordenador da Unidade de Epilepsia do Hospital San Rafael de Madri, na Espanha, relatou que foram abordadas técnicas que são úteis no atendimento aos pacientes, as quais marcam uma diferença importante no momento de dar o diagnóstico, permitindo que os mesmos possam receber um tratamento de qualidade.

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