{"id":814896,"date":"2022-04-29T18:13:41","date_gmt":"2022-04-29T21:13:41","guid":{"rendered":"https:\/\/neurovirtual.com\/br\/?p=814896"},"modified":"2022-04-29T18:13:44","modified_gmt":"2022-04-29T21:13:44","slug":"a-neurologia-atualmente-mudancas-de-uma-pandemia-e-a-contribuicao-do-eeg-explicadas-pelo-dr-daniel-san-juan","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/neurovirtual.com\/br\/a-neurologia-atualmente-mudancas-de-uma-pandemia-e-a-contribuicao-do-eeg-explicadas-pelo-dr-daniel-san-juan\/","title":{"rendered":"A Neurologia atualmente: mudan\u00e7as de uma pandemia e a contribui\u00e7\u00e3o do EEG explicadas pelo Dr. Daniel San Juan"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"El Dr. Daniel San Juan explica su experiencia trabajando durante la pandemia en M\u00e9xico\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/z-i-AFKxOf4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><em>NV: Doutor, se voc\u00ea j\u00e1 solicitou exames de eletroencefalograma domiciliares, poderia nos contar um pouco sobre sua experi\u00eancia e quais as vantagens dos exames realizados em casa?<\/em><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Dr. DSJ:<\/strong> Sim. \u00c9 uma pergunta muito interessante porque avan\u00e7amos muito no desenvolvimento tecnol\u00f3gico e na gest\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o. Vejo que no futuro, o processamento de dados e a intelig\u00eancia artificial ser\u00e3o ferramentas que veremos com cada vez mais frequ\u00eancia.&nbsp; Recentemente, a Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Neurofisiologia divulgou diretrizes sobre os padr\u00f5es m\u00ednimos necess\u00e1rios para realizar um eletroencefalograma ambulatorial. Fomos consultados atrav\u00e9s da Sociedade Americana de Neurofisiologia (EUA) para dar nossa opini\u00e3o como especialistas. Eu, em particular, sou a favor de se realizar exames ambulatoriais, pelas vantagens que tem sobre os hospitalares. Talvez no futuro n\u00e3o seja mais necess\u00e1rio internar um paciente para fins de diagn\u00f3stico. Ter\u00edamos um cen\u00e1rio mais realista e em condi\u00e7\u00f5es comuns aos pacientes, sem sacrificar a qualidade do registro. Estamos, inclusive, vendo que a capacidade de v\u00eddeo que pode ser instalada ambulatorialmente tamb\u00e9m \u00e9 de muito boa qualidade. E que n\u00e3o existe algo, como &#8220;os exames s\u00e3o muito duvidosos\u201d. Ou se os eventos podem ou n\u00e3o ser capturados.<\/p>\n\n\n\n<p>Acredito que n\u00e3o existam apenas as raz\u00f5es financeiras ou econ\u00f4micas, como tamb\u00e9m muitos benef\u00edcios para aqueles eventos que s\u00e3o pouco conhecidos e que demoram muito para serem definidos. Esses registros podem ser mais longos e um exame padr\u00e3o pode n\u00e3o ser necessariamente aquele realizado em hospital com 20 minutos de artefatos, mas sim registrar o paciente em condi\u00e7\u00f5es naturais. No futuro, se adicionarmos mais elementos, provavelmente tamb\u00e9m ajudar\u00e1 a prever quando um paciente pode ou n\u00e3o ter uma convuls\u00e3o. Talvez n\u00e3o seja irracional pensar que futuramente, al\u00e9m de um eletroencefalograma diagn\u00f3stico, possamos ter mais sensores &#8211; os chamados sensores de roupa &#8211; para definir mudan\u00e7as de frequ\u00eancia, ou se o paciente est\u00e1 mais suado, ou se \u00e9 prov\u00e1vel que esteja come\u00e7ando a apresentar anormalidades. Para que se possa antecipar um tratamento, interven\u00e7\u00e3o ou uma ida a um hospital.<\/p>\n\n\n\n<p>As vantagens de um estudo eletroencefalogr\u00e1fico ambulatorial s\u00e3o trabalhar com uma grande quantidade de dados e o aumento da capacidade diagn\u00f3stica. N\u00e3o h\u00e1 limite de idade. Tamb\u00e9m oferecem a oportunidade de analisar mais vari\u00e1veis \u200b\u200bem condi\u00e7\u00f5es cada vez mais naturais.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso estar\u00e1 dispon\u00edvel -espero- j\u00e1 no pr\u00f3ximo ano, internacionalmente com a mais alta autoridade, para esses requisitos tecnol\u00f3gicos m\u00ednimos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><em>NV: E quais s\u00e3o os protocolos para esse tipo de exame?<\/em><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Dr. DSJ:<\/strong> Protocolos s\u00e3o partes centrais. E um protocolo s\u00f3 pode ser feito com um n\u00famero m\u00ednimo de eletrodos necess\u00e1rios. Ainda temos uma discrep\u00e2ncia entre o que recomenda a Sociedade Americana de Neurofisiologia Cl\u00ednica, que lista uma s\u00e9rie de eletrodos, e a Federa\u00e7\u00e3o Internacional, que diz que deve haver aproximadamente 21 eletrodos. Acredito que esteja entre 16 e 21. Ainda existe em desacordo sobre qual \u00e9 o melhor, mas acho que esse \u00e9 o primeiro passo a se dar. Principalmente em pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina. \u00c9 necess\u00e1rio que se aumente [o n\u00famero de protocolos], que seja cada vez mais comum, que dados possam ser transmitidos e as informa\u00e7\u00f5es compartilhadas. Isso ofereceria mais oportunidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Dependendo da idade, mais canais podem ser colocados, por exemplo, um canal de eletromiografia para ver se h\u00e1 um evento extra. No entanto, os mais importantes ainda s\u00e3o aqueles 16 a 21 da montagem padr\u00e3o para eletroencefalografia. Ou seja, o que queremos fazer \u00e9 trazer para um ambiente domiciliaro o que se faz em um hospital de maneira id\u00eantica, sem abrir m\u00e3o da qualidade. Por isso s\u00e3o padr\u00f5es m\u00ednimos e n\u00e3o h\u00e1 um n\u00famero m\u00e1ximo, porque se pode dizer: &#8220;bom, por que n\u00e3o colocamos mais? Quer dizer, se for em casa, n\u00e3o pode tolerar mais?&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m depende das condi\u00e7\u00f5es do paciente, porque tamb\u00e9m existem eletrodos que s\u00e3o denso. Afinal, acho que o que estamos procurando \u00e9 que os requisitos m\u00ednimos sejam padronizados primeiro e que o v\u00eddeo seja inclu\u00eddo cada vez mais. Porque o v\u00eddeo tamb\u00e9m faz a diferen\u00e7a n\u00e3o s\u00f3 nas configura\u00e7\u00f5es dos eletrodos que s\u00e3o capturados, mas tamb\u00e9m no que est\u00e1 sendo visto.<\/p>\n\n\n\n<p>Tem algumas particularidades de privacidade, pois imagine ter uma c\u00e2mera de v\u00eddeo permanente e poder ver a din\u00e2mica familiar? Como a fam\u00edlia reage aos acontecimentos. Mesmo que seja um evento que n\u00e3o seja epil\u00e9ptico, voc\u00ea tamb\u00e9m ter informa\u00e7\u00f5es sobre o que pode ser feito, ou por que reagir, por que voc\u00ea tem essas din\u00e2micas. Talvez n\u00e3o seja necess\u00e1rio apenas para para o epileptologista avaliar o que ele sendo visto no v\u00eddeo, talvez isso tamb\u00e9m ajude ao psiquiatra, um psic\u00f3logo, a dizer: \u201cbom, essas condi\u00e7\u00f5es est\u00e3o realmente al\u00e9m do que a neurologia pode oferecer de maneira tradicional.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><em>NV: E todos os pacientes podem ter acesso a esse exames em casa?<\/em><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Dr. DSJ:<\/strong> Isso tem muito mais a ver com a disponibilidade de recursos e servi\u00e7os. Porque as m\u00e1quinas atualmente s\u00e3o muito port\u00e1teis. Al\u00e9m disso, a prepara\u00e7\u00e3o que um t\u00e9cnico faz &#8211; orientando a fam\u00edlia e o paciente, indicando quais cuidados devem ter e as datas em que devem vir &#8211; n\u00e3o s\u00e3o nada complicados. S\u00e3o necess\u00e1rios apenas uma indica\u00e7\u00e3o e um protocolo.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso&nbsp; tem mais a ver com a cultura do pa\u00eds, com a disponibilidade e tamb\u00e9m com o agente pagador. Devemos lembrar que s\u00e3o estudos mais longos. Enfim, se algu\u00e9m disser: \u201ca cultura de avan\u00e7o tecnol\u00f3gico que a cardiologia tem, com implantes que podem ser colocados at\u00e9 debaixo da pele, e que te monitoram por meses e meses, por que n\u00e3o acompanhar uns dias de eletroencefalografia?!\u201d<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><em>NV: Doutor, a din\u00e2mica de pesquisa mudou atualmente devido \u00e0 pandemia?<\/em><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Dr. DSJ:<\/strong> Me Parece que sim. A pesquisa mudou, e mudou muito. Atualmente sou Coordenador Geral do Congresso Anual da nossa Academia Mexicana de Neurologia, onde se re\u00fanem todos os neurologistas e neurologistas infantis do pa\u00eds. E o que tenho visto, com base nos \u00faltimos anos antes da pandemia e agora, \u00e9 que h\u00e1 de fato um interesse claro no estudo das complica\u00e7\u00f5es, manifesta\u00e7\u00f5es e tratamento da COVID no sistema nervoso, tanto central quanto perif\u00e9rico. Desbancou do topo completamente as doen\u00e7as vasculares cerebrais e as doen\u00e7as neurodegenerativas. Provavelmente porque est\u00e1vamos todos concientes de que n\u00e3o t\u00ednhamos apenas a incerteza de como o v\u00edrus afetaria o sistema nervoso inicialmente, como tamb\u00e9m agora a onda de complica\u00e7\u00f5es que temos: neurol\u00f3gicas e psiqui\u00e1tricas, para milh\u00f5es e milh\u00f5es de pacientes que foram expostos.<\/p>\n\n\n\n<p>Incluindo aquilo que inicialmente pens\u00e1vamos fazer parte dos crit\u00e9rios diagn\u00f3sticos , como a anosmia, ou a incapacidade de sentir cheiro ou sabores. H\u00e1 pacientes que n\u00e3o se recuperaram. Portanto, temos tamb\u00e9m o desafio de acompanhar e pensar nas interven\u00e7\u00f5es que temos de fazer nesses pacientes. Porque os sentidos do olfato e paladar s\u00e3o importantes at\u00e9 para aspectos sexuais, est\u00e1 envolvido em tudo. Ou seja, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 para comer bem, mas para as outras fun\u00e7\u00f5es relacionadas a cheirar uma pessoa, uma flor\u2026 Os sentimentos t\u00eam a ver com isso. Ent\u00e3o, sim, mudou drasticamente. Deslocou completamente e ocupa aproximadamente, segundo as estat\u00edsticas, 30% de todas as pesquisas relacionadas ao sistema nervoso.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><em>NV: Como foi sua experi\u00eancia cuidando de pacientes com COVID, especialmente pacientes diagnosticados com epilepsia?<\/em><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Dr. DSJ:<\/strong> \u00c9 uma pergunta muito pertinente para os tempos atuais. No in\u00edcio, havia muita incerteza sobre como o v\u00edrus SARS-Cov2 afetaria pacientes com epilepsia. Ou se os pacientes iriam desenvolver crises epil\u00e9pticas pela primeira vez e, mais tarde, epilepsia. Estando na linha de frente do gerenciamento no hospital durante a pandemia, tive a oportunidade de atender pacientes com epilepsia. Porque acontece regularmente e h\u00e1 pacientes com epilepsia n\u00e3o controlada.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, felizmente, n\u00e3o vimos um aumento no n\u00famero de interna\u00e7\u00f5es, nem um descontrole maior do que o esperado para um paciente que j\u00e1 tenha diagn\u00f3stico. No entanto, tamb\u00e9m houve pacientes que vimos que desenvolveram crises epil\u00e9pticas pela primeira vez.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda h\u00e1 uma controv\u00e9rsia sobre o quanto o v\u00edrus pode afetar o sistema nervoso central, principalmente os neur\u00f4nios do c\u00e9rebro, mas estudos eletroencefalogr\u00e1ficos t\u00eam ajudado a tentar identificar esses pacientes. Independentemente da cl\u00ednica ser um elemento importante na hora de diagnosticar um pacientes com epilepsia ou crises epil\u00e9pticas, deve-se considerar que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil nesse contexto. Porque os pacientes apresentam hip\u00f3xia, ou seja, a fun\u00e7\u00e3o pulmonar \u00e9 um dos \u00f3rg\u00e3os mais afetados. Por esse motivo, pacientes cr\u00edticos n\u00e3o podem acessar facilmente os estudos de rotina, como geralmente acontece com pacientes que s\u00e3o avaliados pela primeira vez por crises epil\u00e9pticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um contexto global vimos que o estresse, o isolamento e a falta de acesso aos medicamentos convencionais para o controle da epilepsia, s\u00e3o o que est\u00e1 levando ao descontrole das crises nos pacientes diagnosticados com epilepsia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><em>NV: Como foi a elabora\u00e7\u00e3o das guias de protocolo de seguran\u00e7a para a realiza\u00e7\u00e3o de exames neurofisiol\u00f3gicos?<\/em><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Dr. DSJ: <\/strong>A elabora\u00e7\u00e3o dos guias foi uma iniciativa minha, como mexicano, porque estava observando que as ondas, como continuam a acontecer, tinham origem continental. Tivemos a oportunidade na Am\u00e9rica Latina de prever o que estava acontecendo na Europa naquela \u00e9poca, para a primeira onda. Est\u00e1vamos esperando passivamente que a mesma coisa acontecesse aqui, como espectadores. Mas felizmente, junto a colegas da Am\u00e9rica Latina e especialmente ao Dr. Texeira no Brasil, que tamb\u00e9m \u00e9 l\u00edder em neurofisiologia no continente, organizamos um grupo de especialistas para preparar essas guias em tempo recorde.<\/p>\n\n\n\n<p>Tivemos o apoio incondicional da Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Neurofisiologia Cl\u00ednica para desenvolv\u00ea-las. Com a vis\u00e3o de especialistas em cada uma das t\u00e9cnicas, n\u00e3o s\u00f3 eletroencefalografia, como tamb\u00e9m estudos do sono, polissonografias, estudos de neurocondu\u00e7\u00e3o e ultrassonografia muscular. Todas as \u00e1reas deveriam ser protegidas, tanto pacientes quanto a equipe.<\/p>\n\n\n\n<p>As vacinas ainda n\u00e3o existiam, ent\u00e3o podemos dizer que trabalhamos internacionalmente na Am\u00e9rica Latina &#8211; o que n\u00e3o \u00e9 comum conseguir t\u00e3o rapidamente -, mas tamb\u00e9m transcontinental. O trabalho que faz\u00edamos durante o dia era replicado na Europa no outro hor\u00e1rio, ou seja, eram cobertas as 24 horas do dia. Isso possibilitou que as guias estivessem prontas em tempo recorde, na hora certa para que tiv\u00e9ssemos a oportunidade de conhec\u00ea-las e evitar \u00f3bitos, mesmo entre os profissionais de sa\u00fade. Infelizmente, o M\u00e9xico n\u00e3o est\u00e1 muito bem posicionado em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero de profissionais de sa\u00fade que morreram nesta pandemia, mas podemos dizer que, pelo menos na neurofisiologia cl\u00ednica, n\u00e3o tenho conhecimento de ningu\u00e9m que tenha falecido.<\/p>\n\n\n\n<p>Acredito que a guia proteja n\u00e3o s\u00f3 aos pacientes, mas tamb\u00e9m aos que est\u00e3o prestando o servi\u00e7o. Decidir como medidas poderiam ser tomadas, tomando como base o que t\u00ednhamos na \u00e9poca e compartilhar com o mundo. Inicialmente &#8211; e isso \u00e9 algo que n\u00e3o foi divulgado porque a publica\u00e7\u00e3o foi feita em ingl\u00eas- partilhamos em nosso idioma [espanhol]. Por isso, paralelamente, apesar da Federa\u00e7\u00e3o public\u00e1-la em ingl\u00eas para que o mundo a conhe\u00e7a, h\u00e1 uma outra vers\u00e3o que teve o apoio da Academia Mexicana de Neurologia.<\/p>\n\n\n\n<p>Passamos de academia em academia, compartilhando principalmente com os que fazem parte do corpo t\u00e9cnico porque nem todos falam ingl\u00eas, mas deveriam ler. N\u00e3o era algo opcional, n\u00e3o era algo cient\u00edfico que ajudasse no diagn\u00f3stico, isso tinha o objetivo de nos proteger. E a\u00ed, com o conhecimento, come\u00e7amos a ter conversas e cobran\u00e7as, como n\u00e3o poder fazer um estudo porque a guia dizia que o paciente n\u00e3o pode hiperventilar. Mudamos a cultura de fazer um EEG padr\u00e3o porque os pacientes n\u00e3o est\u00e3o mais hiperventilados ou expostos \u00e0 titula\u00e7\u00e3o de um dispositivo com respira\u00e7\u00e3o etc. Ou seja, h\u00e1 muito mais cuidado.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, h\u00e1 uma vers\u00e3o em espanhol que \u00e9 \u00fanica no M\u00e9xico e na Am\u00e9rica Latina e a vers\u00e3o internacional, que faz parte das diretrizes que foram replicadas por canadenses e sociedades internacionais, como as de epilepsia, ou de sono, ou as que precisem.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><em>NV: Como o exame de EEG \u00e9 utilizado no desenvolvimento de uma pesquisa e quais indicadores dos testes de EEG s\u00e3o mais importantes?<\/em><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Dr. DSJ:<\/strong> Esse \u00e9 um elemento muito importante para avaliar se a resposta cl\u00ednica ocorre de acordo com o que est\u00e1 sendo dado de terapia. Ou seja avaliar os efeitos esperados. O eletroencefalograma \u00e9 uma ferramenta fundamental para ver a atividade anormal no c\u00e9rebro, especialmente em pacientes com epilepsia. Nesse tipo de estudo, o que se faz \u00e9 um registro pr\u00e9vio para fins diagn\u00f3sticos a fim de determinar: onde est\u00e1 a \u00e1rea anormal, qual a frequ\u00eancia e se existem mais \u00e1reas para estimular.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, podemos trabalhar com um mapa de tens\u00e3o e decidir: \u201cbom, podemos estimular nesses pontos, para chegar nessa \u00e1rea\u201d, ou seja, fazer um mapeamento personalizado. E esses mesmos elementos, que parecem anormais, podem ser comprovados com um EEG depois da terapia. Para ver se h\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o na amplitude, na frequ\u00eancia, ou se h\u00e1 alguma altera\u00e7\u00e3o nas frequ\u00eancias da s\u00e9rie.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo pode nos dizer que sim, que um biomarcador pode diminuir de frequ\u00eancia e, portanto, tamb\u00e9m pode se traduzir em melhora cl\u00ednica. Ou pode nos dar informa\u00e7\u00f5es sobre a conectividade entre um eletrodo e outro e dizer que as frequ\u00eancias cerebrais mudam. E se eles mudam ao mesmo tempo est\u00e3o dessincronizando. E se eles ficarem fora de sincronia, ent\u00e3o n\u00e3o pode mais ser t\u00e3o anormalmente desorganizado quanto na epilepsia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><em>NV: Como tem sido sua experi\u00eancia trabalhando com os equipamentos Neurovirtuais?<\/em><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Dr. DSJ:<\/strong> O equipamento de eletroencefalografia Neurovirtual, que tive a oportunidade n\u00e3o s\u00f3 tecnicamente -porque aprendi a montar e desmontar como uma crian\u00e7a- ,mas tamb\u00e9m como especialista interpretando a qualidade dos estudos, s\u00e3o extraordin\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o dispositivos funcionais, flex\u00edveis e f\u00e1ceis de usar que permitem que sejam movidos praticamente para onde for necess\u00e1rio, sem nenhuma limita\u00e7\u00e3o no manuseio de dados. Equipamento que antes eram questionado, por se tratar de arquivos considerados especiais, pesados \u200b\u200be que ofereciam uma qualidade inadequada. A verdade \u00e9 que \u00e9 um equipamento que cumpre todos os requisitos internacionais \u2013 por assim dizer \u2013 mas tamb\u00e9m muitas prefer\u00eancias individuais. Nesse sentido, h\u00e1 flexibilidade. Al\u00e9m disso, permite o diagn\u00f3stico de doen\u00e7as neurol\u00f3gicas nos melhores padr\u00f5es, por isso \u00e9 indicado para esses estudos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 prov\u00e1vel que, igual as outras empresas existentes, venha a ter cada vez mais avan\u00e7os e fun\u00e7\u00f5es, mas tal como est\u00e1 at\u00e9 agora, \u00e9 um desenvolvimento que, do meu ponto de vista pessoal e cient\u00edfico, cumpre os mais elevados requisitos de qualidade e padr\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NV: Doutor, se voc\u00ea j\u00e1 solicitou exames de eletroencefalograma domiciliares, poderia nos contar um pouco sobre sua experi\u00eancia e quais as vantagens dos exames realizados em casa? Dr. DSJ: Sim. \u00c9 uma pergunta muito interessante porque avan\u00e7amos muito no desenvolvimento tecnol\u00f3gico e na gest\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o. 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