{"id":797078,"date":"2019-02-05T12:13:35","date_gmt":"2019-02-05T14:13:35","guid":{"rendered":"https:\/\/neurovirtual.com\/br\/?p=797078"},"modified":"2024-03-07T12:02:07","modified_gmt":"2024-03-07T15:02:07","slug":"tratamento-com-canabbis-em-criancas-com-epilepsia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/neurovirtual.com\/br\/tratamento-com-canabbis-em-criancas-com-epilepsia\/","title":{"rendered":"Tratamento com Cannabis em crian\u00e7as com epilepsia"},"content":{"rendered":"\r\n<p>O Dr. Orlando Carre\u00f1o Moreno, professor de pediatria e neurologia pedi\u00e1trica da Universidade Bolivariana, na Col\u00f4mbia, explica que <em>\u201c3 de cada 10 pacientes possuem um tipo de epilepsia considerado de dif\u00edcil controle e os medicamentos usualmente empregados n\u00e3o funcionam para eles, mas temos visto que o \u00f3leo de cannabis consegue controlar as crises convulsivas\u201d.<\/em><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Como se sabe, a maconha tem sido usada por mais de 5 mil anos como o tratamento medicinal, devido a sua potente for\u00e7a analg\u00e9sica e anti-inflamat\u00f3ria, no entanto, foi proibida devido aos epis\u00f3dios de depend\u00eancia a que foi relacionada.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><em>\u201cHoje em dia, a ci\u00eancia tem olhado novamente aos canabinoides, considerando que seu valor terap\u00eautico \u00e9 muito alto n\u00e3o apenas para a epilepsia, como tamb\u00e9m para o glaucoma, a esclerose m\u00faltipla, a fibromialgia e o c\u00e2ncer terminal, os quais n\u00e3o respondem adequadamente aos medicamentos convencionais\u201d<\/em>.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><strong>\u00c9 viciante?<\/strong><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Para as pessoas que t\u00eam medo disso, informamos que a cannabis n\u00e3o \u00e9 o mesmo que a maconha, uma vez que o \u00f3leo terap\u00eautico para crian\u00e7as que \u00e9 extra\u00eddo da planta n\u00e3o \u00e9 o mesmo que o que \u00e9 fumado; portanto, n\u00e3o gera depend\u00eancia. Al\u00e9m disso, a maneira de administr\u00e1-lo n\u00e3o \u00e9 a mesma usada no uso recreativo.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><em>\u201cPouco a pouco temos mais informa\u00e7\u00e3o e pesquisas no mundo da neurologia a respeito dos canabin\u00f3ides. Na Col\u00f4mbia, por exemplo, se administra por via oral no formato de \u00f3leo e spray inalador, este \u00faltimo apenas para pacientes adultos<\/em>\u201d, explica Carre\u00f1o Moreno.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><strong>Hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Carre\u00f1o Moreno ressalta que, embora o uso de canabin\u00f3ides para fins m\u00e9dicos tenha existido por centenas de anos, \u00e9 apenas 20 ou 30 anos atr\u00e1s que tem sido explorado para o mercado m\u00e9dico mundial, aplicando um grande n\u00famero de exames de laborat\u00f3rios internacionais que com \u00eaxito vem se superando.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><strong><a href=\"http:\/\/neurovirtual.com.co\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/canabis2.png\"><br \/><\/a><\/strong><strong>Seu grande problema: a ilegalidade<\/strong><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><em>\u201cOs neurologistas pedi\u00e1tricos sabem que o \u00f3leo de cannabis serve para a epilepsia, assim como alguns pais, mas n\u00e3o\u00a0contamos com medicamento feito exclusivamente para seu tratamento, ent\u00e3o h\u00e1 que comprar o produto ilegalmente\u201d<\/em>, aponta Carre\u00f1o Moreno, mostrando assim um grande problema, pelo qual se t\u00eam que passar.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Sendo esse produto ainda ilegal, n\u00e3o existe um controle que regule o correto cultivo dele, por isso <em>\u201calgumas plantas s\u00e3o de p\u00e9ssima qualidade e podem conter pesticidas e metais pesados que causam danos. Em outros casos, se d\u00e3o para que as crian\u00e7as fumem, ainda que n\u00e3o deva ser assim, mas h\u00e1 pais que desesperados por ver seus filhos melhores fazem qualquer coisa. \u201d<\/em><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<div class=\"wp-block-image\">\r\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/neurovirtual.com\/br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/cannabis.png\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-815356\" src=\"https:\/\/neurovirtual.com\/br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/cannabis.png\" alt=\"\" \/><\/a><\/figure>\r\n<\/div>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>\u00c9 por este motivo que \u201c<em>temos tido casos em que o paciente se intoxica e pensa que \u00e9 o produto, mas na verdade \u00e9 a m\u00e1 administra\u00e7\u00e3o do mesmo, e que n\u00e3o se trata de \u00f3leo de cannabis, sen\u00e3o de um \u00f3leo que sequer cont\u00e9m canabinoides. Ou seja, os charlat\u00f5es vendem \u00f3leo de c\u00e2nhamo ou de qualquer outra planta e fazem passar por cannabis\u201d<\/em>.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Outro problema inevit\u00e1vel \u00e9 o alto custo do produto. Ao ser ilegal, muitas vezes se tem que conseguir em outros pa\u00edses. Se o produto \u00e9 conseguido em territ\u00f3rio nacional, continua sendo caro pois devemos lembrar que muitos pacientes com epilepsia s\u00e3o de lugares menos privilegiados.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><em>\u201c\u00c9 no mercado negro onde a grande maioria dos pacientes tem acesso, sen\u00e3o todos. S\u00e3o poucos os m\u00e9dicos (pediatras) que t\u00eam conhecimento dos canabinoides\u00a0<\/em><em>e n\u00e3o devemos esperar que algu\u00e9m chegue a nos ensinar, \u00e9 responsabilidade dos m\u00e9dicos e das Faculdades de Medicina de toda as universidades da Am\u00e9rica Latina estar atentos sobre o progresso da medicina e do \u00f3leo de cannabis\u201d<\/em>, finaliza o especialista.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que este \u00e9 um assunto que d\u00e1 muito que falar, mas ao qual mais e mais pessoas entendem. Se voc\u00ea tivesse um caso pr\u00f3ximo, recomendaria este produto como terapia?<\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Dr. Orlando Carre\u00f1o Moreno, professor de pediatria e neurologia pedi\u00e1trica da Universidade Bolivariana, na Col\u00f4mbia, explica que \u201c3 de cada 10 pacientes possuem um tipo de epilepsia considerado de dif\u00edcil controle e os medicamentos usualmente empregados n\u00e3o funcionam para eles, mas temos visto que o \u00f3leo de cannabis consegue controlar as crises convulsivas\u201d. 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